Março de 2026, quente e seco


Global

Março de 2026, no globo, foi 0.53 °C mais quente do que a média no período de 1991-2020, com uma temperatura média do ar à superfície de 13.94°C, sendo o 4º março mais quente desde que há registos. Registou uma temperatura de +1.48 °C acima da média estimada para o período de 1850-1900 (nível pré-industrial).


Europa

A temperatura média do ar na Europa em março de 2026, foi a 2ª mais elevada de sempre, com 5.88°C, ou seja, +2.27ºC acima da média no período de 1991-2020.

Em março de 2026, quase toda a Europa registou temperaturas acima da média. Os valores mais anómalos ocorrerm no noroeste da Rússia, no norte da Fino-Escandinávia e nos Estados Bálticos, onde as temperaturas médias se situaram muito acima da méida, contrastando fortemente com os valores muitos inferiores ao normal observados, nesses locais, no mês anterior (fevereiro).

Quanto à precipitação, grande parte da Europa continental registou registou valores de pluviosidade inferiores ao normal. Na Islândia, o norte do Reino Unido, e em grande parte da Escandinávia registaram precipitação acima da média.

Fenómenos meteorológicos severos, parcialmente associados à passagem de tempestades - como a tempestade subtropical Samuel (Jolina) e as tempestades Deborah e Erminio - que provocaram inundações e danos em várias regiões do Mediterrâneo, incluindo o sul de França, Espanha, sul de Itália, Balcãs, Grécia e partes do Norte de África. As Ilhas Canárias também foram afetadas pela tempestade Regina no início de março.

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Figura 1. Anomalias de geopotencial aos 500hPa, vento médio (850hPa) e temperatura média do ar (850hPa), em março de 2026. Fonte: IPMA/C3S/ECMWF/ERA5.


Portugal continental

O mês de março de 2026 classificou-se como quente em relação à temperatura média do ar e seco em relação à precipitação.

Temperatura do ar

Precipitação

Água no solo

Aceda aqui ao boletim completo de março de 2026:

Boletim completo de março de 2026

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Figura 2. Paisagem alentejana num dia de sol, perto de Évora, em março de 2026. Crédito: Carlos Pereira.