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dataClima

Dataclima é uma plataforma digital interactiva que permite o acesso aos indicadores climáticos, modelados e observados, relativos à região Continental e regiões Insulares de Portugal. Os indicadores de clima modelado estão disponibilizados desde 1981, até à presente data, para as diversas unidades territoriais e direcionados para o apoio aos diversos sectores de atividade.

Março de 2026

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Paisagem alentejana num dia de sol, perto de Évora, em março de 2026. Crédito: Carlos Pereira.

O mês de março de 2026 em Portugal Continental foi classificado como quente e seco.

A temperatura média do ar atingiu 12.99 °C, valor +0.62 °C acima da média climatológica de 1991-2020, tornando-o o 5.º março mais quente desde 2000. A temperatura máxima média foi de 18.42 °C, cerca de +0.85 °C acima do normal, enquanto a temperatura mínima média atingiu 7.57 °C, correspondendo a um desvio de +0.39 °C face ao valor climatológico.

Relativamente à precipitação, o mês foi o 8.º mais seco desde 2000, com um total mensal, 42.1mm, inferior à normal 1991-2020, correspondendo a 54%. Região Norte, interior Centro e interior do alto Alentejo choveu menos de metade do que é normal para março.

A água no solo sofreu uma diminuição significativa dos valores como consequência de um mês de março quente e seco. Foram registados valores de água no solo inferiores a 60% em grande parte do território, sendo mesmo inferior a 40% nalguns concelhos dos distritos de Leiria, Santarém e Beja.

ACEDA AO HISTÓRICO MODELADO

Período excecionalmente chuvoso em 2025/26

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Crédito: Shutterstock/beira.pt

Entre novembro de 2025 e o final de fevereiro de 2026, Portugal continental registou um dos períodos mais chuvosos das últimas décadas, sendo o 6.º trimestre mais chuvoso desde 1931 e o mais chuvoso dos útlimso 30 anos. O ano hidrológico 2025/26 apresenta valores cerca de 2 vezes acima do normal na maioria das bacias, com várias regiões já próximas do total médio anual.

Fevereiro de 2026 foi particularmente anormal no que diz respeito à precipitação, classificando-se como o fevereiro mais chuvos dos útlimso 47 anos, com precipitação entre 300 e 400% da média em grande parte do território.

Este cenário resultou da persistência de circulação de oeste e do deslocamento para sul do Anticiclone dos Açores, que favoreceu um “comboio de depressões” em direção a território continental. Várias depressões sucessivas, incluindo as depresões Joseph, Leonardo e a tempestade Kristin, que se intensificou por um processo de ciclogénese explosiva, originando rajadas superiores a 150 km/h, provocaram precipitação persistente, cheias, inundações e deslizamentos de terra em diversas regiões do país.

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