Novembro 2025 - resumo mensal
O mês de novembro de 2025 foi o 3.º mais chuvoso em Portugal continental desde 2000 e o 3.º mais quente a nível Global, tendo sido classificado como normal em relação à temperatura média do ar e muito chuvoso em relação à precipitação.
Na temperatura do ar, foi o 10º novembro mais quente desde 2000, com uma média da temperatura média do ar, 12.47 °C, +0.14 °C acima do valor normal 1991-2020. O valor médio de temperatura máxima, 16.93 °C, foi 0.17 °C acima da média; o valor médio de temperatura mínima, 8.01 °C, foi 0.11 °C superior ao valor normal. Durante o mês destacam-se valores de temperatura do ar (máxima, média e mínima) predominantemente acima do valor médio mensal até dia 17 de novembro, seguido de um período frio até ao final do mês.
Na precipitação, foi o 3º novembro mais chuvoso deste século com um total de precipitação de 202.9 mm, correspondendo a 180% do valor médio 1991-2020. Foram registados 15 novos extremos do maior valor de precipitação para novembro, dos quais cinco correspondem a extremos absolutos. Ocorreu um desagravamento da seca meteorológica em todo o território, tendo mesmo terminado nas regiões do Norte e Centro. A 30 de novembro, 21% do território estava em seca meteorológica fraca.
Foram sentidos de froma significativa os efeitos da depressão Cláudia, onde se registaram episódios de precipitação forte e prolongada, granizo e trovoadas frequentes, assim como a ocorrência de episódios de vento forte e fenómenos extremos de vento.
ACEDA AO HISTÓRICO MODELADO
Outubro de 2025 - a 6ª onda de calor do ano em território continental
Em 2025, Portugal continental registou pelo menos 6 ondas de calor até agora, caracterizadas por temperaturas máximas excecionalmente elevadas, destacando-se episódios prolongados e intensos no final de junho e entre julho e agosto, sendo este último o mais longo de sempre nas regiões do interior Norte e Centro (29 de julho a 17 de agosto).
No início de outubro, verificou-se um novo e anómalo episódio de calor prolongado, configurando a 6.ª onda de calor do ano, que durou de 10 a 19 de outubro e afetou 65% das estações meteorológicas. As regiões mais atingidas foram Lisboa e Vale do Tejo, grande parte do Norte (Trás-os-Montes e Alto Douro) e áreas do Alto e Centro Alentejo. As estações de Mora, Pegões, Torres Vedras (Dois Portos) e Rio Maior registaram 9 dias consecutivos em onda de calor, refletindo a persistência excecional deste evento, que ocorreu fora da época habitual de calor mais intenso, em Portugal continental.
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